Não existe verdade absoluta ...
O título desta crônica muito se deve ao filme "Doze homens e uma sentença" (12 angry mem) que assisti numa madrugada de domingo (19/10/2003) na Globo. Elenco: Courtney B. Vance, Ossie Davis, George C. Scott, Armin Mueller-Stahl, Dorian Harewood, James Gandolfini, Tony Danza, Jack Lemmon,Hume Cronyn, Milkelti Williamson, Edward James Olmos e William Peterson.
Não vou contar o filme, mas o conteúdo mostra que muitas vezes o que parece ser por demais óbvio, está mascarando a verdade absoluta. Comecei o filme achando que o réu era inocente e terminei "convicto" do contrário. O veredito final dos jurados foi inocente!
Meu objetivo maior não é falar do filme. Pasmem, meu assunto será sobre receptor GPS de navegação (portátil ou recreacional) sendo empregado para realizar registros cadastrais (trabalho para receptores topográficos e/ou geodésicos). Em outras palavras, ISTO É UM ABSURDO!
Concordo em gênero, número e grau. Mas, face as colocações abaixo, começo a ter uma "dúvida cabível". Que pena vocês não terem assistido ao filme, porém podem recorrer a Internet para compreenderem de onde surgiu minha dúvida cabível a respeito de se obter uma precisão com GPS de navegação no entorno de 1(um) metro ou menos.
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http://www.nottingham.ac.uk/iessg/gringo/
(há custo: Activation costs £65 (UK pounds), excluding VAT,
for the Pseudorange version, or £100 excluding VAT for the full Carrier
Phase and Pseudorange version)
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Eis o resultado obtido para uma experiência realizada. O resultado abaixo serve simplesmente para demonstrar que é possível melhorar a precisão utilizando uma artimanha e apresentar as ferramentas a serem empregadas. No entanto, a falta de uma metodologia e sistemática na experiência realizada, isenta de qualquer valor prático o resultado obtido.
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Posição
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Tempo de amostragem
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Arquivo
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Valores pós-processados e formatados para o GTM para visualização do resultado |
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1
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30 s
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WP,D,0233,-20.458554702,-54.634108111,10/28/2003,16:38:36,0233 | |
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30 s
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400309.03o
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WP,D,0309,-20.458531684,-54.634152950,10/28/2003,16:37:43,0309 | |
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30 s
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400426.03o
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WP,D,0426,-20.458575670,-54.634140777,10/28/2003,16:36:32,0426 | |
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200 s
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400485.03o
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WP,D,0485,-20.458557255,-54.634123095,10/28/2003,16:35:01,0485 | |
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500 s
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400708.03o
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WP,D,0708,-20.458554161,-54.634115311,10/28/2003,16:33:22,0708 | |
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1000 s
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401236.03o
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WP,D,1236,-20.457889734,-54.634435133,10/28/2003,16:32:04,1236 | |
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2
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30 s
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402308.03o
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WP,D,2308,-20.458550204,-54.634119612,11/05/2003,01:51:18,2308 |
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30 s
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402354.03o
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WP,D,2354,-20.458539604,-54.634125283,11/05/2003,01:52:30,2354 | |
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30 s
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402446.03o
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WP,D,2446,-20.458544587,-54.63411059,11/05/2003,01:53:51,2446 | |
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200 s
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402500.03o
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WP,D,2500,-20.45854692,-54.634121175,11/05/2003,01:55:28,2500 | |
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500 s
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402737.03o
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WP,D,2737,-20.458213236,-54.63418378,11/05/2003,01:56:43,2737 | |
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1000 s
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403256.03o
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WP,D,3256,-20.458560335,-54.634129569,11/05/2003,01:58:30,3256 | |
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Os dados RINEX do móvel foram obtidos de um Garmin
III+ usando os programas async e gar2rnx. A posição 1 e
2 distam entre elas de 55 cm. Os dados da base são da rede da Santiago&Cintra
para a data de 23/10/2003 no horário 15:00 às 17:00 (Greenwich).
O arquivo da base ".SSF" foi convertido para RINEX utilizando
o programa "ssfrnx.exe". Os dados de efemérides (arquivo
"brdc2960.03n" - informações de posicionamento
dos satélites) foram obtidos do site CORS.
O pós-processamento foi realizado com o programa Rhino (versão
trial) com o cálculo feito por pseudodistância. Ao se tentar
realizar o cálculo por diferença de fase da portadora obteve-se
a seguinte mensagem: "Rhino has detected cycle slips in the carrier
phase data". A distância do movél a base foi de 15,8
Km. Resultado no datum WGS84.
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Conclusão: a falta das coordenadas precisas (reais) para as posições amostradas, não permitiu a mensuração da precisão dos valores pós-processados obtidos. A experiência acima se prestou apenas para constatar que é possível obter dados RINEX de um GPS de navegação e realizar o pós-processamento. A comprovação da exatidão do valor obtido é missão para os especialistas. Não tenho condições, nem competência para fazê-lo!
Agora minha posição pessoal a respeito do assunto.
Vou me postar de uma forma tradicional e, até mesmo, preconceituosa por enquanto com relação ao uso do GPS de navegação visando uma melhor precisão. Para mim, neste assunto cabe a frase "cada macaco no seu galho".
Não vejo com bons olhos tal solução pois considero uma artimanha ("jeitinho") perigosa. Os GPS de navegação não possuem uma antena devidamente projetada para tal emprego (evitar multicaminhamento), não dispõe de alguns filtros especiais e os próprios softwares de pós-processamento não são desenvolvidos vislumbrando tal possibilidade (exceto o Rhino, até onde sei ...). Enfim, caso tivesse habilitação para assinar uma ART, não me sentiria à vontade trabalhando desta forma. E caso tenha que solicitar um trabalho de agrimensura, faria questão do emprego do GPS adequado, em conformidade com as Normas Técnicas para Levantamentos Topográficos (expedida pelo INCRA). Fica difícil enquadar tal processo de levantamento em acordo com a Lei nº 10.267/2001. Por falar em lei, que bafafá tá dando a PL0024/2003 - CONFEA que determina quais os profissionais habilitados à realizar o cadastro de propriedades rurais junto ao INCRA. Quero ver no que vai dar?
Para aqueles que ficarem por demais eufóricos com tal idéia, sugiro a leitura do seguinte texto "http://www.spg.com.br/informacoes/artigos_gps/Dif_equip_GPS.pdf" de Rodrigo Salomoni.
A respeito do GPS de navegação com precisão no entorno de 1(um) metro ou menos, mudando o que disse no início, isso NÃO é um absurdo. É possível mas não considero confiável (mero empirismo). Gostaria de ser convencido do contrário.
Tenho o direito de estar redondamente enganado, portanto vou me arriscar em dizer que o Pocket DGPS nada mais é do que a artimanha acima com uma "roupagem" e software bem mais elaborado.
Há possibilidade do desenvolvimento de um trabalho sobre este assunto, com embasamento técnico-científico, por parte de uma Universidade do nosso Estado, no caso MS. Caso se realize, comprometo-me em reportar os resultados. Aí sim ... acabo me convencendo! (confiável ou não confiável?) (inocente ou culpado, referindo-me ao filme que vale a pena assistir!)
Saiu o trabalho: http://www.gpstesouro.com/Outros/Monografia.pdf
Meus agradecimentos ao Prof. Celso Smaniotto e ao amigo Luiz Henrique, do curso de especialização em Georreferenciamento de Limites Rurais com GPS na UCDB.
No meu forró ninguém bagunça - MPB (3,9MB.MP3) Download recomendável caso disponha de banda larga!
"A princípio, as pessoas se recusam a acreditar que uma coisa nova e estranha pode ser feita; depois elas começam a ter esperança de que ela possa ser feita - então ela é feita e todo mundo se pergunta por que já não havia sido feita há séculos". Frances Hodgson Burnett
Mario Câmara - 04/11/2003
Estas classificações são um pouco polêmicas, pois vários autores definem de forma diferente... Eu sigo a classificação da seguinte forma:
a) Posicionamento Absoluto
b) Posicionamento Relativo
b.I.1) Pós-processado Código C/A
b.I.2) fase da portadora
b.I.2.1) L1
b.I.2.2) L1/L2
b.II.1)Processado em tempo real
b.II.1.1) Código C/A (ou DGPS)
b.II.1.2) fases das portadoras (ou RTK)
Nesta classificação, DGPS é uma correção em tempo real apenas com o código C/A. Antigamente DGPS era sinônimo de posicionamento relativo, indiferente se pós-processado ou em tempo real. É desta forma que vários fabricantes definem. Até mais, Rovane - www.vectorgeo.trix.net/rovane
Fonte: http://www.geometrik.org/apostilas.php
Não confie cegamente nos seus sentidos!