Enredo do meu samba - Jorge Aragão

 

Santo de casa não faz milagre !

 

Pior que ser mal empregado profissionalmente, é ser desacreditado quanto ao seu potencial. E, assim, se perde tempo e dinheiro no preparo de um recurso humano que finda não sendo devidamente empregado por pura inadequação do sistema.

Certas diretrizes são para mim bastante esclarecedoras: “Considerando a dificuldade para obter recursos suficientes, será importante priorizar e selecionar áreas e projetos. Portanto, a parcela menor de recursos deve ser dirigida para pesquisas e novos conhecimentos aos membros do QEM, ficando a prioridade para projetos de tecnologia dual, com ênfase nas parcerias com as demais FA e o meio civil, bem como com as nações amigas, particularmente, da América do Sul”.

Agora consigo entender:

-         O porquê de para cada aluno militar do Exército Brasileiro fazendo a pós-graduação no IME, haver seis civis fazendo o mesmo curso também no IME. (http://www.ime.eb.br/~sd1/pagina/vagas_oferecidas/vagas_oferecidas.htm)

-         O porquê do pessoal de engenharia militar, na sua maioria, ser designado para atividades estritamente burocráticas.

-         A razão de haver tão ínfimos cursos visando o aprimoramento técnico e profissional de tais militares.

-         A razão dos poucos projetos que existem não darem frutos: não haver recursos para aquisição de sementes. Espera-se que façamos milagres.

Não quero de forma alguma desestimular ou deixar algum dos nossos cabisbaixo. Mas é fundamental sabermos como o vento sopra para melhor posicionarmos a vela do veleiro (futuro profissional). Vamos ter que nos adequarmos a situação para podermos continuar dizendo que somos engenheiros. Retiro o militar do parágrafo anterior não por ser pejorativo (de forma alguma e muito pelo contrário); e sim, mal compreendido pelos próprios militares.

Conclusão óbvia a que chego: a Engenharia Militar ainda não encontrou seu espaço dentro do Exército. E o pior, gostemos ou não, a culpa não é só da chefia. Aliás, temos a maior parcela de culpa!

O título mais adequado seria: "Engenheiro Militar não faz milagre!"

A leitura deste texto, lembrou-me do filme: "O Naúfrago".

Farpas, bicos, garras e penas à parte, meu objetivo maior é falar sobre receptores GPS. Eis um trabalho (http://www.cpap.embrapa.br/agencia/congresso/ABIOTICOS/SILVA-038B.pdf) que foi realizado pela Embrapa na nossa região centro-oeste para análise de posicionamento absoluto com GPS de navegação no pantanal pós-desligamento da disponibilidade seletiva (SA - Selective Availability). Uma informação relevante para nós militares é a existência de um marco geodésico do IBGE no Campo de Instrução de Betione (CIB). Ponto 14221381: Datum SAD-69, coordenadas geodésicas 20º 23' 58,97641" S - 56º 26' 0,27044" W e altitude 203,45 metros (datum altímetrico de Imbituba). Obs.: o arquivo ".pdf" citado acima é bastante pesado e custa um bom tempo para ser baixado.

A figura abaixo mostra alguns dos pontos levantados dentro da Fazenda Caiman, após o transporte das coordenadas do CIB (distante cerca de 50 Km de fazenda - em linha reta).

 

Para maiores informações sobre marcos geodésicos, consulte os pontos da Rede Geodésica de Alta Precisão do Estado do Mato Grosso do Sul (crédito do CENTRO DE CARTOGRAFIA AUTOMATIZADA DO EXÉRCITO - CCAUEX).

 

Enredo do meu samba - Jorge Aragão (2,9MB.MP3) Download recomendável caso disponha de banda larga!

"Reaja com inteligência mesmo a um tratamento não inteligente". LAO-TSÉ

" Existe um hiato entre os inventores que sabem o que poderiam inventar, caso fossem capazes de saber o desejado; e os soldados que sabem o que querem e o poderiam pedir, se fossem capazes de saber o quanto a ciência pode fazer por eles. Na verdade, este abismo ainda não foi preenchido". Winston S. Churchill

Mario Câmara - 02/03/2003


http://www.gpstesouro.com/Marcos/MARCOS_geodesicos_MS.htm

http://www.iplan.ms.gov.br/geoprocessamento/redegps.htm


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