Quem não levanta poeira, acaba comendo poeira!
A citação título desta crônica foi tirada do livro "O Guia dos Gurus II", de Joseph Boyett e Jimmie Boyett. Trata-se de um livro com "receitas de bolo" de grandes empreendedores. O livro é dividido em 6 (seis) capítulos, que sintetizo com algumas "pérolas" retiradas dele. Valeu a pena a leitura!
Coincidência ou não, este livro caiu em minhas mãos justamente quando tenho um entrevero com uma grande empresa prestadora de serviço de telefonia celular. Já começo a ficar ressabiado comigo mesmo: será que estou me tornando um criador de caso em potencial?
Mas, meu pecado é estar interessado em fazer uso de um serviço especial desta empresa e, em função disto, fiz uma consulta indagando quanto a viabilidade técnica de usá-lo (canal de dados CSD - ligação atendida pelo celular como se um modem fosse).
Feita a consulta, fiquei a espera de uma resposta, a meu ver, simples:
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a) SIM (para mim seria ótimo)
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b) NÃO e o porquê? (só teria a lamentar)
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Porém, degustei do descaso e da falta de consideração. Não vou relatar cada dos contatos pessoais, por e-mail e por telefone que originei, pois desta forma seria por demais extenso. Como cliente, esperançoso por uma resposta, fui submetido a um silêncio sepulcral (este pessoal deve estar a alguns palmos do chão). Alô, sou todo ouvidos e estou VIVO! (ou melhor, estava VIVO) Hoje é dia 28 de agosto e a requisição de informação foi apresentada em 08 de agosto de 2003 e, até agora, "neca de pitibiriba".
Como tenho calo no dedo indicador (pela teimosia de escrever primeiro no papel), resolvi "arrancar" (no bom sentido) um posicionamento do setor da empresa em que fui atendido (eis o texto). Bem, de fato o e-mail_provocação surtiu efeito em parte (a consultoria deu sinal de vida), porém o "tempo fechou" e agora considero ínfima minha possibilidade de acerto com esta empresa. Quando o "tempo fechou", eles desdenharam: "resolver meu problema seria um favor". Não vou ficar implorando!
A esperança é a última que morre, ainda estou aguardando um posicionamento (SIM ou NÃO) da consultoria da empresa, mas não dá para ficar comendo poeira, vou levantar poeira.
Meu desabafo: viva a concorrência e abaixo o descaso com o consumidor!

Para finalizar e terminar com esta falta de educação, vou me auto-responder, já que a empresa parece desfalecida para fazê-lo:
"Desprezado Mario Câmara
Regozijaremos com sua falta.
Um desagrado!"
Mesmo tal resposta, seria mais cortês e sincera que o descaso.
Obs.: Apenas a título de informação, é interessante que a empresa tenha ciência que alguns de seus clientes conhecem o Art. 11 do Anexo da Resolução nº 317 - Plano Geral de Metas de Qualidade para o Serviço Móvel Pessoal (de 27 Set 2002) e o Art. 17 do Anexo da Resolução nº 335 - Regulamento de Indicadores de Qualidade do Serviço Móvel Pessoal (de 17 Abr 2003) da ANATEL.
Cadela Baia - Mano Lima (3,2MB.MP3) Download recomendável caso disponha de banda larga!
Mario Câmara - 28/08/2003
Capítulo 1 - Você deveria fazer isso (abrir um negócio)?
Harrel diz que essa experiência de guerra pode ter sido o máximo em matéria de medo, mas que sua vivência como empreendedor foi quase tão apavorante.
"Quando era piloto de caça durante a Segunda Guerra Mundial, ... fui abatido por trás das linhas inimigas. Ali, com graves queimaduras fui resgatado por membros da Resistência Francesa, que encontraram uma forma singular, e terrível de me esconder dos alemães. Eles me enterraram em meio a um campo de milho com uma mangueira enfiada na boca de modo a permitir a respiração. Na primeira vez que me enterraram, fiquei ali durante quatro horas - tempo suficiente para imaginar o pior. Pensava que os alemães iriam 1) enfiar uma baioneta no solo que atravessaria o meu corpo; 2) disparar balas em direção ao buraco; 3) chutar acidentalmente a mangueira; ou, pior do que tudo, 4) abrir a torneira. Durante onze dias seguidos fiquei enterrado. Durante onze dias vivi com um novo e indesejado companheiro - um medo absoluto, louco."
Capítulo 2 - A idéia perfeita
A seguir transcrevemos uma história contada por Harrell sobre a maneira como lhe ocorreu uma idéia a prova de fogo para ganhar dinheiro. Veja se consegue detectar a empolgante oportunidade de negócio.
"Um dia estava em Bagdá, Iraque, no escritório de um homem chamado Ahmed que se tornara meu amigo e em cuja casa estava passando alguns dias. Ele organizou um coquetel, o que era ilegal, pois álcool é algo rigorosamente proibido na maioria dos países muçulmanos. Eu descobrira que em todo o mundo as pessoas ricas não dão muita atenção aos preceitos religiosos se eles interferirem com sua diversão. Por coincidência, o filho do primeiro ministro estava lá. Ele me convidou para participar, no dia seguinte, de uma caçada ao porco-do-mato, o que parecia bastante divertido. Quando jovem eu matara uma porção de porcos na nossa fazenda na Geórgia. Ao amanhecer do dia seguinte, cheguei com meu anfitrião a um palácio em meio a lugar nenhum e numa ressaca tenebrosa. Um cara vestindo uma túnica branca me entregou uma lança de quase 4 metros e um cavalo. Lentamente meu cérebro entorpecido percebeu que essas seriam as únicas armas disponíveis para enfrentar os porcos selvagem. Lá de onde vim, você caça porcos selvagens, do alto de uma plataforma situada numa árvore bem alta, com um rifle 30-30. Ninguém em seu juízo perfeito se aproximaria mais do que isso de um porco louco. Aqui eram porcos-do-mato com presas de 30 centímetros. Não tendo nada entre mim e a morte do que uma lança pontuda, montei meu cavalo árabe.
Todos em volta gritavam e arremetiam. Entrei no espírito da coisa e um porco acabou pendurado em minha lança. O que aconteceu a seguir fez chacoalharem os sinos empresariais em minha cabeça. Todos os matadores eram presenteados com um certificado do governo no valor de uma libra esterlina - algo em torno de U$ 4. Acontece que, no Iraque, os porcos-do-mato assolavam o país devorando a safra - uma ameaça para os agricultores. Como os muçulmanos não podem comer carne de porco, os porcos-do-mato não tinha inimigos naturais, exceto um bando de caras montados a cavalo e empunhando lanças enquanto se divertiam."
Então, como se saiu? Percebeu a oportunidade ou está matutando? Harrell:
"Eu vislumbrara um negócio. Estava mum país com 10 milhões de porcos selvagens. Cheguei perto do filho do primeiro ministro e perguntei se seu pai me concederia os direitos exclusivos para livrar, comercialmente, o seu país dos porcos-do-mato. Ele pensou que eu estivesse louco. Expliquei que poderíamos usar uns 100 jipes equipados com metralhadoras. Não estava interessado apenas nos U$ 4, mas na carne dos animais. Seria possível instalar uma indústria processadora e fornecer aos supermercados americanos a ração para cachorrro mais barata do mundo. Como não dar certo?"
Capítulo 3 - O dinheiro importa
" Só há duas maneiras de levantar dinheiro: a difícil e a muito difícil!" Anita Roddick
Capítulo 4 - Conseguir clientes
Conta-se que certo dia Barnum contratou um rapaz e lhe deu vários tijolos com as seguintes instruções:
"Agora vá e ponha um tijolo na calçada da esquina da Broadway com a Ann Street; outro perto do museu; um terceiro diagonalmente, na esquina da Brodway com Versey Street, perto de Astor House; o quarto deve ser colocado na calçada em frente a igreja São Paulo; agora com o quinto tijolo nas mãos ande rápido de um ponto a outro, percorrendo o circuito e trocando o tijolo em cada um dos pontos. Não diga nada a ninguém ...
Você deve parecer surdo como um poste e estar sério; não responda às perguntas; não dê atenção a ninguém, mas faça seu trabalho atentamente e de hora em hora, quando o relógio da igreja der a hora, apresente este ingresso na porta do museu, caminhando solenemente pelos corredores do prédio. Sente-se; descanse 15 minutos; saia e volte ao trabalho."
Um pouco confuso com essas instruções, mas ansioso por receber o pagamento, o rapaz fez exatamente o que tinha sido mandado. Em meia hora tinham juntado 500 pessoas para observar o rapaz desempenhando suas misteriosas tarefas e ao fim da hora, quando ele apresentava o ingresso e entrava na porta do Museu, muitos compravam o ingresso para segui-lo. A brincadeira funcionou tão bem que a polícia acabou por encerrá-la, alegando que a multidão à frente do museu pertubava o trânsito.
Capítulo 5 - Conservar clientes
" Quando você está muito ocupado para os clientes ... não se preocupe com isso. Daqui a um tempo, você não terá nenhuma ocupação." Bud Hadfield
Capítulo 6 - Gerenciar pessoas
"As pessoas são, definitivamente, o maior ativo da empresa. Não importa se os produtos são automóveis ou comésticos. Uma empresa só é tão boa quanto as pessoas que a integram. E para atrair e conservar gente boa, uma empresa tem que tratar bens as pessoas. Sem as habilidades das pessoas, nenhuma organização, nem nenhum gerente, pode ter sucesso no ambiente altamente competitivo dos negócios nos dias de hoje." Mary Kay Ash
Consultor "fulano de tal" (considero deselegante colocar nomes e de forma alguma desejo levar para o lado pessoal)
Não tenho intimidade mas não posso deixar de relatar que você anda povoando meus sonhos (quando o sonho é pesadelo).
Agora sério!
Você poderia marcar um tempinho na sua agenda para mim. Não sei o que está acontecendo, porém tenho três suposições:
| a) Você não entendeu ou não quer entender o meu problema; |
| b) Você não tem ou não sabe a solução para o problema ou |
| c) N.R.A. |
Seja qual for o caso, por favor, se posicione. Fui comunicado que o rastreador passou a funcionar em São Paulo pela BCP.
Vamos lá, mostre-se VIVO!
Preciso de uma informação técnica do porque disso não funcionar com esta empresa de telefonia celular.
Mario Câmara