Disciplina Intelectual

Manda quem Toffoli Odebrecht quem tem juízes!!!

Caramba… me propus a escrever sobre um tema desafiador. Disciplina trata-se de uma palavra cuja compreensão e execução é alcançável por poucos, imaginem acompanhada do adjetivo intelectual.

Não deve ser nada fácil!

Como tudo na vida, há gradação também no quesito disciplina. Sem nenhum embasamento acadêmico, por puro empirismo, classifico-as em: disciplina cega, disciplina consciente e disciplina intelectual.  

A disciplina cega é simplória e, geralmente, brota na tenra idade, cada qual com sua própria maturidade. Obedece-se por auto-sugestão e pronto, sem a necessidade de ponderar por ser certo ou errado, uma vez tratar-se de um axioma. Dispensa-se qualquer subversão ou exemplificação diante de tamanha obviedade da correção do ato. Antes das refeições, preciso lavar as mãos!

Já a disciplina consciente tem que ser assimilada com a absorção de valores éticos e morais que conduzam para o cumprimento do dever. Nesta construção mental, bons exemplos são inspiradores e, uma vez enraizada a motivação, pratica-se a conduta tida como correta, mesmo sem a opressão de qualquer olhar ou radar. “Filho-da-p#[email protected]”… não ultrapasse na faixa contínua!

Chegamos ao cume, o que dizer da disciplina intelectual? O que dizer de se coadunar ao contrário de sua vontade aqui e agora, visualizando um benefício mais simétrico no futuro? É duro, eu sei, deixar de olhar para o próprio umbigo e apoiar um objetivo mais amplo e igualitário. Que tal um sacrifício por um bem maior: reforma da previdência (PEC 6/2019)!

Eu sei, tomou um susto! Porém, se o título deste artigo fosse direto ao ponto, o seu entusiasmo, meu leitor, seria ínfimo. As pessoas estão fechadas a trocas de ideias e diálogo sobre assunto tão áspero. Que nem eu…

Mas já que chegamos até aqui, o que quero desabafar é que muitos dos responsáveis por decidir o futuro de nossa nação, refiro-me sim a “alguns” (muitos) dos integrantes do Congresso Nacional, estão no patamar da total indisciplina (irresponsabilidade e descompromisso) com o Brasil. Seus valores morais só lhes permitem legislar em causa própria ou em prol de conchavos corporativos e, por mais que lhes seja apontado o óbvio, não dispõem de maturidade intelectual e vontade moral. Pronto… falei!

O máximo que podemos esperar de parte da nossa atual classe política é o comportamento digno de uma turminha do maternal, agindo como um bando de abestados na fileira do gargarejo fazendo balbúrdia. Minha “bola de cristal” diz: (i) curto prazo – “não sai reforma da previdência, pelo menos aos moldes almejados; justo por isto, Paulo Guedes se cansa e vai passear”; (ii) médio prazo – Governo Federal e Estadual (já na merda) mais falidos do que nunca; e (iii) longo prazo – não faço a menor ideia, mas não será coisa boa.

Vou me reservar ao direito de ficar quase amordaçado com relação ao nosso Poder Judiciário; afinal, alguns dos magistrados (“os amigões”) se mostram valer das suas prerrogativas como martelos jurídicos para se protegerem da atual verdade reinante: o STF é uma vergonha!

Site O Antagonista e revista Crusoé, ” O amigo do amigo do meu pai” se refere a José Antonio Dias Toffoli, segundo o depoimento de Marcelo Odebrecht. Disponível em: <https://crusoe.com.br/lista/edicoes/50/>


Adendo: na vida não são só espinhos, contemplemos a doçura das rosas.
Ser Feliz – homilia do Papa Francisco.

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Sobre Mario Câmara

Lema: "Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito." Martin Luther King Jr.

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