Eleições 2018 – BBB

 

Uni-duni-tê!

Eleições 2018

“Gentem”…. ói nós aí de novo!

Tá chegando a hora de exercer a obrigação cívica de procurar uma urna e votar. Digo obrigação e não direito de votar, em razão das pendências aos negligentes. Quanto ao resultado das urnas, destarte pesquisas, este é imprevisível e revela os mais obscuros dos desejos do povo. Fazer o que, né? Temos aquilo que fazemos por merecer e não adianta reclamar do juiz ou da bola, tal como se faz num jogo de futebol.

Nestas eleições os embates pelas redes sociais estão vigorosos. O bombardeio é intenso, seja para construir ou desconstruir, não importa ser verdade ou não. Mas, peneirando, uma ideia chamou-me a atenção pela originalidade e criatividade.

Sugeria confinar os presidenciáveis numa situação-cenário similar ao Big Brother Brasil (BBB) e sabatinar os candidatos. Estes seriam questionados sobre as suas metas de governo, discutindo temas prioritários e relevantes para o desenvolvimento de nossa nação e benefício da sociedade como um todo. A cada rodada (“paredão”) haveria uma eliminação, por votação, caracterizando o evidente despreparo ou inadequação do candidato para o cargo almejado. Ao natural do processo se finalizaria, presumivelmente, com o melhor. Como benefício teríamos: menos gastos com campanhas, menos marqueteiros, menos maquiagem, menos urnas, menos alianças interesseiras, menos “facadas”, menos debates ofensivos… mais trabalho na elaboração do Plano de Governo. Como nem tudo é perfeito, por tratar-se de um confinamento; mediante salvo conduto, talvez até o Lula pudesse participar. Lindo… devaneio!

Bem, como precursores das polêmicas urnas eletrônicas não me surpreenderia com uma nova abordagem das eleições daqui a uns 50 anos, tendo como fulcro eleitores libertos (voto facultativo) e candidaturas mais objetivas (focadas no que realmente interessa), sem personalizações.

Todavia, infelizmente, o nosso problema atual não se restringe a melhor escolha do nosso governante federal, estadual ou, mesmo fora deste contexto, municipal. A nossa nação torna-se ingovernável quando entra em cena os nossos “ilustres” representantes legislativos dos respectivos poderes, verdadeiros “macacos (as) Tião” vorazes por cabides de emprego e benesses. Estamos a menos de uma semana das eleições e sou capaz de apostar que a maioria da população não tem a menor ideia em quem votará para as cadeiras no Senado (2), Deputado Federal e Deputado Estadual/Distrital. Na hora da verdade, rola uma indecorosa “colinha” ou uni-duni-tê!

Constata-se que afinidade ideológica virou profissão de fé. Não revelo escrachadamente meu voto iminente, mas ouso externar minha vergonha por já ter votado em figura como Aécio Neves, que por incrível que pareça há de retornar incólume ao seu habitat. Outras “aberrações” também voltarão por meio de votos, tornando ainda mais ardiloso – do que já é – o covil político. Falta-nos vergonha na cara em admitir os erros para evitar incorrermos nos mesmos erros.

Resumindo, estou cada vez mais desesperançado com a política e temeroso quanto ao futuro (governabilidade). Observem bem, mesmo afeto ao caput do artigo, não falo em democracia e nem liberdade, pois conseguiram distorcer por completo a essência destas preciosas palavras. O momento é muito delicado: “Brasil, mostra tua cara, quero ver quem paga, pra gente ficar assim… Brasil!”


“Qual a diferença entre o ladrão e o político?  Sério… respectivamente, um eu escolho e o outro me escolhe.” – autor endiabrado

 

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Mario Câmara

Sobre Mario Câmara

Lema: "Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito." Martin Luther King Jr.

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