Eleições 2014 – Vai ou racha

Eleições_2014Tempos de pouco “acolherar” palavras neste blog. Mas como fazer frente aos espetáculos televisivos, onde freneticamente se assiste aos golpes baixos do MMA eleitoral, que tão bem representa o cenário das eleições 2014. Pelo menos temos que admitir a evolução das promessas utópicas para a objetividade do “fura olho”; com vantagem para os políticos, é claro, visto se eximirem de obrigações futuras.

Dentro em breve estará aberta a contagem nas famigeradas urnas eletrônicas, sempre alvos de desconfianças. Antes disso, fomos bombardeados por pesquisas eleitorais que parecem ser mais incertas que as previsões do tempo, com o senão de piorar a assertiva com a proximidade do veredito derradeiro. Outro ingrediente picante será o pós-resultado. Caso a candidatura que for preterida seja da situação, seu modus operandi aponta a adoção da tática da terra arrasada em seu desfecho. Caso mantenha-se o manche nas mesmas mãos, há tempestades que virão com intensidade majorada por ter sido o mal represado.

Comecei a escrever estas linhas com o intuito de não revelar minha inclinação, passando por deslizes no parágrafo anterior. Já nas redes sociais, que se tornaram paredes de pichação para a desconstrução dos candidatos à presidência, os quais foram desmoralizados sem perdão, mantive-me neutro, até então. Das acusações e escoriações, concluo que de “santinho” não tem ninguém e ter “peninha” não lhes cabe; e, mais ainda, diante de tudo que foi veiculado, vejo-me reescrevendo o não tão sábio ditado: “o povo aumenta, mas ‘também’ inventa”.

Porém, fui alquebrado de minha resistência depois do último embate. Não me contive e postei um comentário – putz… que pecado – , após a resposta da Sra. Dilma ao questionamento de uma indecisa (economista desempregada), sugerindo-lhe que faça um curso do SENAI para obter emprego. Poxa, ofensa entre eles (candidatos)… tá tudo bem, afinal quem está na chuva é para se molhar. Mas ofender a sociedade brasileira; seja num debate, seja despejando dinheiro em Cuba ou dando fiasco em relações políticas externas (lembram-se do episódio da ONU – negociação com terroristas) passa do limite do ridículo. Como esta senhora, visivelmente despreparada e esclerosada, pode continuar representando nossa nação?

Mas, vejo que muita gente não se importa em passar vexame e é bom que seja assim, pois será mais fácil assimilar o golpe das urnas. Assumindo a oposição, não tem jeito, vai dar muito desemprego, por conta dos favorecidos em cargos públicos que irão para o olho da rua. Mas PeTralhas, não se preocupem não, se Deus quiser e ele há de querer, vocês poderão dispor do SENAI-PRONATEC, do Bolsa-Família, da Minha Casa – Minha Vida e do SUS para sobreviverem.

Vexame – Copa do Mundo 2014

vexame_copaBrasil 1 x 7 Alemanha, placar no jogo da semifinal da Copa do Mundo de Futebol 2014. Quanto a ser uma partida de futebol memorável, concordo; mas sustento minha opinião quanto ao feito marcante. Nunca na história da Copa se teve um placar tão benevolente, por parte de um time superior que abdicou de jogar para não humilhar seu adversário, mais ainda.
Tá legal (no imaginário) pensaram os alemães… como o anfitrião deseja o Hexa, então façamos o placar de 6 x 0 e ficamos todos felizes. Como a “seleção” brasileira facilitou por demais, saiu mais um gol – meio sem querer – que foi, por clemência, devolvido para arredondar a conta. Poderiam ser nove ou dez gols favoráveis, porém os alemães estavam convictos no tamanho relativo da trapizonga.
Bem, se por um lado os alemães foram tão generosos na medida da goleada de presente, fomos inocentes – como sempre – por acreditar em papai Noel, mesmo fora de época. Ô povinho para ter fé inquebrantável, mesmo diante da óbvia realidade. Os três primeiros jogos foram deploráveis, no entanto acreditávamos num crescimento, entrosamento e amadurecimento da “seleção” no decorrer da competição. Contra o Chile entramos em campo com cagaço, onde já se viu? No jogo da Colômbia tivemos as graças de Deus, que forçou o travessão pra baixo, e do goleiro milagreiro. O que poderíamos esperar ao nos depararmos com uma seleção na verdadeira concepção da palavra? Um vareio… é claro!
Procurar um Cristo é perda de tempo. Uma seleção é uma aurora boreal que forma um leque harmonioso de brilho e de cores que não ocorre ao acaso, reluz após muito sangue, suor e lágrimas empenhados. Já nossa “seleção” nunca teve identidade com o povo brasileiro e seu brilho se restringia a uma estrela solitária, ofuscada por nuvens nada passageiras que com o tempo não se foram; aliás, se espessaram. Para explicar o fiasco, pode escolher: (i) o sábio ditado “pior cego é aquele que não quer enxergar!” ou (ii) as fantasiosas teorias conspiratórias.
Outro ingrediente diferencial da nossa “seleção” foi a fixação daquele que “gosta de cavalos pangarés”, que depois do fato consumado, assumiu a culpa. Tarde demais!
Mundo que gira, página virada e, resta-nos, partir para o próximo desafio, em um campo de batalha mais sério. Por favor, não estou falando do jogo secundário da final, cujo resultado é líquido e certo: germanos holandeses na cabeça.
É hora de esquecer o pão e o circo, tirando algum ensinamento do vexame para darmos uma volta por cima, levando à sério aquilo que realmente interessa. De preferência pessoal, sem miragem coletiva e com civismo responsável.

Depois do tropeço na ilusão, vamos abrir os olhos e cair na real!