Sessão “picoca”

Esses superministros são fantásticos ...

Esses superministros são fantásticos …

O filho da minha vizinha tem quatro anos e quando chega aqui em casa, pede-me: “ô vizinho, coloca os três porquinhos para mim (eu) ver”. E o figurinha, adora quando tem “picoca”. Dia desses, também me atirei no sofá e segui a pedida do vizinho, só mudei um pouquinho a programação.

Assisti ao “quarteto fantástico“, ao vivo e a cores, em um cenário de terra arrasada; graças à liberação da filmagem-gravação da reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020. Não é brincadeira não, mas alguns ministros são umas peças raras, praticamente, uns mutantes ou aberrações.

Vamos começar com o superministro number one. Adoro o Sr. “Posto Ipiranga” – é sério – que tem de tudo, menos o Banco do Brasil; talvez só em 2023. Segundo o nosso tocha  humanaeles, do governo, são diferentes e “indiferentes”; ou seja, se o outro lado ousar pensar diferente, abandona-se a aliança. Graças à Deus, temos: diplomacia nata, leitura de muitos livros e um exímio colocador de granada incendiária no bolso do inimigo.

Também, temos uma mulher invisível  terrivelmente “valorosa”, dando um tom de leveza e doçura ao ambiente. Depois de sua serena fala, os governadores e prefeitos devem ter se borrado de medo.

O ministro do meio-ambiente foi dos poucos na reunião que de alguma forma fez referência a pandemia, sugerindo aproveitar a tranquilidade, já que só se fala de COVID, para passar a “boiada” (mudar os regramentos e simplificar as normas). Jeitinho elástico bem típico, em se tratando do senhor fantástico.

Por último, o coisa mais delicada! Abraham Weintraub resolverá o problema de Brasília, a começar pelos inexpugnáveis ministros do STF, “botando estes vagabundos na cadeia“. Educação que é bom, nada né professor; ademais, tudo em nome da liberdade!

Olha… tamo bem! Não vou colocar as citações do líder dos superpoderosos pois o que ele fala não se escreve e… como fala! Além do mais, não quero achincalhar este texto com palavrões.

Cuidado! Muita cautela! Muitíssima calma!

Se até agora você só acenou com a cabeça, não faço ideia pra qual lado, paz e amor! A reunião durou quase duas horas e a mídia recortou quinze minutos, martelando até afundar na sua cabeça, somente os “pontos negativos”; é claro, focando naquilo que daria audiência. Tá… a reunião teve, se muito, o mesmo reduzido período de tempo de algo produtivo, porém não nos deixemos emprenhar pelos ouvidos, pensemos!

O Executivo (Federal, Estadual e Municipal) e os respectivos Legislativos, como nas entrelinhas disse Paulo Guedes, estão de “mãos dadas” só até a próxima esquina; penso que se referia, em especial, ao Centrão. Vai ser só verem o fundo do tacho das mamatas que começam a debandar e, mais ainda, é bom não esquecer de uma anedota clássica dos bastidores: “o Centrão não segura alça de caixão”.

Analisando outra frente, aprecio a 3ª Lei de Newton, dentre as leituras que regem a natureza que também se presta aos homens: “toda ação gera uma reação igual e oposta”. Num rápido relance do artigo 2º da CF, em favor da independência e harmonia entre os poderes da União, o STF poderia aliviar a exposição desnecessária das vísceras do Governo, para evitar o escárnio da ala da imprensa raivosa, que foi ferida no bolso e no orgulho. “Nananinanão”, o Supremo agiu em represália aos besteiróis dos debiloides, tal como “basta um soldado e um cabo num jipe para fechar o STF”; resolvendo liberar geral a “picoca” e o circo. Se continuar assim, vou cancelar o Netflix.

Seja lá qual for o seu “messias” de araque, o fato é que estão todos os poderes em pé de guerra movidos pela cobiça do poder e a impressão é que cada um de nós está se achando “cobertíssimo de razão”; pasmem, por vezes fundamentados em fake news. Neste cenário dos horrores, não é à toa que “”super-heróis”” estão brotando da ficção.

Independente do lado, somos todos perdedores nas ações irracionais e irresponsáveis das autoridades, no desserviço da imprensa acintosamente tendenciosa e nas birrinhas das redes sociais. Prova disto, é que nada se noticiou ou discutiu sobre o objetivo da fatídica reunião: Programa Pró-Brasil. Isso não interessa! O Brasil não encontra soluções pela mais primitiva das razões: não conseguir focar nos reais problemas da sociedade, perdendo tempo com atitudes “egocêntricas” (pendengas por interesses pessoais dos decisores).

 

“Qual a diferença entre a realidade e a ficção? A ficção tem de fazer sentido.”

– Autor desconhecido

Deixe um Comentário