Meu Brasil brasileiro

E agora, mané? O menos pior!
Nada como um dia após o outro. Possivelmente, esta tenha sido a fala do Lula ao passar do presídio para a presidência. A oposição trilhou o caminho perfeitamente reverso. Brasil não é para amadores, sendo imprescindível os “padrinhos parciais” na Suprema Corte para determinar o futuro próximo.
Agora – tudo indica – a virada de página se realiza contemplando o espectro da direita e as pedras pontiagudas vão rolar, na direção dos algozes do mandato anterior. O soberbo Ali Babá, o qual não chamo desrespeitosamente de “ladrão” por já ter galgado outro patamar de ladroagem[1], não deu ouvidos aos marqueteiros, menosprezou o adversário político, não quis se sujeitar aos debates ou descer do castelo (ouvir o povo na rua, não os bobos da corte ou a vassala Janja); enfim, pensava: “la garantia soy yo”. Quando o governante se atira em berço esplêndido, a fatura retorna na urna.
Pelo menos de positivo, desta vez, as urnas não foram demonizadas 🏴☠️ e deram o mesmo espetáculo de sempre, realizando uma apuração de votos de um país continental em tempo recorde. Como disseram nos noticiários esta eleição se mostrou insossa e desanimada, atravessada por episódios de corrupção, desmandos de poder e sem propostas de governo. Mas a inércia aparente e indignação reprimida do povo, na hora “H”, teve seu momento de rompante, surpreendendo as pesquisas.
É claro que a voz do povo é ruidosa e não uníssona. Mas o brado da maioria se sobrepôs ao bafafá. E, geralmente, fundamenta-se no descumprimento das promessas ao léu das campanhas passadas. Coisas estapafúrdias como prometer picanha e, na verdade, deixar lesarem as “migalhas dos velhinhos” do INSS. Perdão, não vou me alongar no já sacramentado; apesar da M. Leitão – agora já descabelada e sisuda – interpretar os fatos, conforme a conveniência ideológica. Não é exclusividade dela, este costuma ser o hábito dos minions, tanto amarelinhos quanto vermelhos. A p#rr@ da polarização, que nos cega e leva aos trancos e barrancos.
Algumas cartas do baralho despontam como curingas poderosos, tais como: Tarcísio (pobre Haddad, virou sparring predileto), Sergio Moro, Michelle Bolsonaro e Zucco[2]. Em contraponto, quero ver o que se sucederá com alguns Reis de naipes: Alcolumbre, Alexandre de Moraes, Vorcaro e Bolsonaro. Além da pequena dianteira na corrida presidencial, o Senado e a “Câmara da Deputaria” acaba de vestir um novo look ideológico e com a faca na boca.
Eu, cidadão, adoto e ostento a frase: “os políticos e as fraldas devem ser trocadas de tempos e tempos pelo mesmo motivo”. Assim sendo, não sou favorável à releição; pelo menos, até o momento não tive motivos para reconsiderar minha posição. Ando completamente escaldado e Flávio Bolsonaro[3] é fralda reciclada, ainda com resquício daquele cheirinho característico, fazer o quê? Por mais que busque forças, não vejo motivo para qualquer entusiasmo; tão somente, preparo-me para novas frustrações e indignações. Em outros tons, sabores e timbres 🇺🇸; porém na mesmíssima intensidade de podridão e sujeira.
Ponderadamente, a culpa do estado atual de coisas que sofremos como povo brasileiro não se deve aos políticos, que são mera amostragem de quem somos. Temos o seguinte mantra como sociedade: “primeiro EU, segundo EU e terceiro EU”. Portanto, é difícil termos ORDEM E PROGRESSO neste cenário de civilização ensimesmada, umbilicalmente egocêntrica e que tem como corolário a Lei de Gérson.
Registro de provocações nas entrelinhas, mordiscando bem miudinho pra ninguém se zangar:
- [1]
- Brasileiro é tão bonzinho com descondenado e, ainda por cima, tem memória curtíssima: Lava jato, Petrolão e Mensalão.
- [2]
- Seguinte … a caminhada mostrará o quão despreparados serão alguns governadores. Não é agouro, mas o RS e MG prometem muitas aberrações. Porém, como diz um amigo extremamente otimista, será só notícia boa! 🤪
- [3]
- É sério, existe alguém que seja capaz de colocar a mão no fogo pelo Bolsonarinho? Quer apostar … nem o pai aposta!
