Agente Secreto

Premiado … parabéns!

Porra … deixa eu escrever para ver se consigo lembrar alguma passagem que tenha valido a pena, já que assistir ao filme foi desconfortável. Que filmezinho ruim, daqueles que por diversos momentos se avalia, não ser mais proveitoso abondonar a sala de cinema. Eu, simplesmente, não acreditava no que estava assistindo. 😵‍💫

E ainda por cima saber que “aquilo” concorreu e foi consagrado no Festival de Cannes-2025 (Palma de Ouro) e Globo de Ouro-2026, melhor intérprete/ator (Wagner Moura) e melhor diretor/filme dramático (Kleber Mendonça Filho). Não entendo, não!?

Eu só consigo ver uma possibilidade para a posição de destaque: o filme é chocante, no péssimo sentido. Nada de trama elaborada ou história que emocione, salvo as cenas esdrúxulas que possivelmente fizeram revirar o caixão do Zé do Caixão. Nunca vi um bate-bola (fantasia carnavalesca) tão sinistro; ainda bem, cuja perna estava no devido lugar. Que coisa ridícula aquela perna cabeluda! Tá releva … foca no sentido figurado e folclórico.

Outros pontos de horror macabro foram a putaria a céu aberto, a corrupção desvairada e as pinceladas de xenofobia às avessas. Tudo bem que somos um país caliente, mas daí em qualquer lugar e a qualquer hora agirmos como bichos no cio, fazendo inveja a Sodoma e Gomorra é foda. Nossa Polícia nunca foi e nem será “santa”, porém do jeito que foi retratada é melhor se deparar com o Cramulhão fora da garrafa. O estopim da desavença que conduz o enredo deixou a desejar e ficou sem nexo pra sustentar a matança.

Bem, do jeito que nossa sociedade brasileira foi espelhada, não consegui enxergar nenhum motivo pra orgulho, tratando-se de algo desabonador e vexaminoso. Um desserviço a nossa imagem de país. Quanto aos cenários, salvo o resgate de saudosas tomadas de mercados de outrora em Recife, os locais sempre se mostravam insalubres e as pessoas desleixadas. Sequer a Teresa Vitória se agradou do que viu em Terra Brasilis.

Como nem tudo são espinhos, aquele fuqueta amarelo ouro tava um brinco, servindo pra mostrar para as crianças onde ficava o porta malas da lata velha e, também, pra que serviam o telegrama e o orelhão 🦻 da mesma cor.

Não tenho qualificação e nem sensibilidade de crítico artístico para tecer qualquer comentário a respeito do desempenho do Wagner Moura, que vestiu três chapéus no decorrer da obra cinematográfica. Gostei das atuações, dona Sebastiana foi maravilhosa. Agora na qualidade de telespectador – nem a pau – coloco Agente Secreto [1] no rol das películas que valha a pena ver de novo. Levou prêmio consolação, talvez? Pra mim, tal como o tubarão sobre a mesa, senti o filme fétido!

 

Registro de provocações nas entrelinhas, mordiscando bem miudinho pra ninguém se zangar:

[1]
É sério! É interesante como deixamo-nos pressionar pela opinião pública para merecer o pertencimento. Ao degustarmos um vinho temos que ter a finesse gustativa de destacar os aromas intrínsecos. Ao depararmo-nos com uma obra que alcançou reconhecimento para ocupar espaço numa amostra de arte pós-moderna, temos que buscar algum ângulo para admirar o bizarro. Até o gato foi bizarro. E assim, seguimos representando, e concluindo que todo brasileiro é digno de um Oscar.


“Eu sou a ‘Maria’ que não vai com as outras”. Assista e conclua por si próprio.

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