Qual é a pergunta?

Decifra-me ou te devoro …

Sem titubear, não há nada mais extraordinário, desafiador e indecifrável que o ser humano. De vez em quando me deparo com alguns desafios de sistemas, leva um tempo, mas depois de pesquisar e estudar aqui e ali, sai alguma coisa minimamente aceitável – um primeiro esboço. Agora, o caldo entorna e desanda quando entra em cena as idiossincrasias humanas.

Nesta mesma toada, um dia desses estive numa palestra e dirigiram um pergunta capciosa ao palestrante (Amilton Silvestre). A palestra, promovida pelo SENAC, tratava sobre potenciais possibilidades tecnológicas e a pergunta indagava sobre a malevolência do setor público neste mister.

Quando a frente de batalha se complica, como no caso acima, o melhor a fazer é executar o giro do horizonte; dividindo a LAADA, conforme as características do terreno. Em território de TI, costumo realizar a divisão em “três áreas”: tecnologias (é “um-meio”), processos (é “um-meio”) e pessoas (é o fim). Sem o fragor da disputa, é melhor cobrir do mais fácil para o mais difícil.

A tecnologia está disponível SIM; é claro, sendo tecnologia de ponta os investimentos e custos judiam e calam fundo. Infelizmente, diferente de alguns celeiros internacionais, a tecnologia nacional anda capenga e defasada; apesar de termos capital humano, desperdiça-se muito do potencial por conta de um sistema de ensino mercantilizado ($), cujo fator primordial é a produção de artigos acadêmicos só pra inglês ver (dissociado da realidade) e diplomas pagos de roldão. Todo mundo sabe, há falta de sentimento prático nas linhas de P&D, de modo a alavancar o setor produtivo nacional com CT&I. Inocente, eu até tinha depositado bastante fé na tríplice hélice: governo das várias esferas + academia (leque de ensino aberto) + setores privados (Indústria, Agro, Construção, Defesa, e etc).

A palavra “processo” vou espremê-la até o suprassumo, chegando neste caso ao indicador ROI (retorno sobre investimento), cuja adaptação no jargão do setor público significa visibilidade política. É extremamente difícil iniciativas tecnológicas, mesmo quando eficazes e proveitosas, impactar tanto quanto construções e empreendimentos edificantes (pontes, viadutos, estradas, e etc); diga-se de passagem, necessitários. Outra variável complicadora nesta equação é a continuidade do projeto que, provavelmente, perpassa mandatos e fica fadado a morrer de inanição; por ninguém querer assumir o filho feio, mesmo que seja bonito.

As pessoas são foda! Peraí … não alopra não, foda no melhor dos sentidos. Olha, se um colegiado se reunir para desenhar uma solução, pode crer que vão bolar alguma coisa; a princípio, pensando na coletividade. O problema é a natureza intrínseca e desaforada do ser individual que pouco se lixa pro coletivo e se esmera em esbravejar pelos seus direitos – nada de deveres. Lutar pelos seus direitos é certo, né; não gerar provas para se autoincriminar é justo, né; e não soprar o bafômetro é questionável, né? Será? Costumo provocar que, hoje em dia, os radares nas estradas são desnecessários, pois os automóveis poderiam ter embarcados um datalogger com todo o histórico de velocidade, mas … quem vai querer um X9 do lado? Tenho mais dúvidas que respostas, até hoje não entendi ao que veio a LGPD: atrapalha ou ajuda? Ainda a respeito da idolatria ao próprio umbigo, dando uma escorregadinha na política, essa história de 100 anos de sigilo é vergonhosa para um governo que se intitula – só quando convém –  “transparente”.

Pessoas: engrenagem motora!

Só pra sempre lembrar da fórmula: “pessoas > (processos ≠ tecnologias)”. Ou seja, as PESSOAS são preponderantes (maiores) e determinantes sobre os processos e as tecnologias, sejam quais forem. Outra … qualquer fórmula tem faceirice no papel, agora aplicá-la é que são elas. As pessoas colocam no papel, as pessoas tiram do papel, sempre … as pessoas.

Finalmente, vou declarar a pergunta inspiradora deste texto: em favor do desenvolvimento socioeconômico, por que a gestão pública é tão acanhada ao investir em soluções de IoT (Internet of Things); em especial, num sistema efetivo de monitoramento nas vias de entrada/saída da cidade? Sim … no escopo da segurança pública.”

“Com leis ruins e funcionários bons ainda é possível governar. Mas com funcionários ruins (DNA da sociedade moderna) as melhores leis não servem para nada.”

  • Otto von Bismarck

1 comentário

  1. Mario Câmara em 22 de junho de 2022 às 11:40

    Qual é a receita? Rosca húngara
    Foi mal … precisava guardar esta receita em algum canto.

    Fatias Húngaras Deliciosas❤️
    Ingredientes da massa:
    2 tabletes de fermento para pão
    5 colheres (sopa) de açúcar
    2 xícaras (chá) de leite morno
    3 ovos
    1 colher (sopa) de margarina
    1/4 xícara (chá) de óleo
    1 kg de farinha de trigo
    • Recheio
    5 colheres (sopa) de margarina
    1 xícaras (chá) de açúcar
    1 pacote (100 g) de coco ralada
    • Calda
    2 xícaras (chá) de leite
    1 xícara (chá) de açúcar

    Modo de preparo:
    Misture os 3 primeiros ingredientes e depois os outros 3
    Por fim coloque a farinha de trigo até que desgrude das mãos.
    Deixe descansar por 30 minutos, enquanto isso faça o recheio. Portanto, misture tudo até virar um creme. Abra metade da massa com um rolo de macarrão. Coloque a metade do recheio, espalhe bem e enrole a massa como rocambole
    Corte as fatias, coloque-as em formas untadas e leve ao forno por aproximadamente 25 minutos, ou até dourar.
    Ferva o leite e o açúcar, com as fatias húngaras prontas e ainda quente jogue a calda por cima. Delícia de receita para o café da tarde.

    Fica uma Delícia 😋😊

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