Pandemia e Bolsonaro

Pandemia e Bolsonaro

As duas coisas se misturaram e ambas se mostram entranhadas. O que me impressiona não é a teimosia estúpida, a cegueira do poder ou as bravatas do “cafetão” político (oportunista, desumano e cafajeste que usa e descarta as pessoas), mas a absurda devoção das suas “prostitutas” cibernéticas e incondicionais. Por favor, não vista a carapuça, muito menos o espartilho!

Vamos em frente que só nos resta rasgar, amassar e queimar estas folhas “borradas” da nossa história e torcer para que seja um período breve. Aliás, dentre o cafetão ou o ladrão está dificílimo escolher o menos péssimo e, a continuar assim, melhor seria nada registrar para a posteridade; a fim de não nos envergonharmos tanto. Parece-me que temos por sina escolher “incapazes” presidenciais que se retroalimentam com as benesses dos “parciais” do STF, num ciclo vicioso de nulidades. Estou sendo deveras complacente nas adjetivações.

Minha expectativa com relação a capacidade de superação da sociedade sofreu um enorme baque ao longo deste último ano, tão traumático. Talvez, sugestionado pela sinergia de pós-guerra por parte de nações que se reergueram das cinzas, pensei que finalmente teríamos um propósito, uma motivação para nos forçar ao alinhamento em prol de um objetivo nacional em comum.

Errei feio! Subestimei a nossa complexidade continental e a nossa cultura Macunaíma (os preguiçosos que não aprendem nunca). É claro, uma COVID-19 à brasileira não iria, simplesmente, bater em nossas portas. Foi sim, muito além, capaz de se afiliar a outros “ratos” vetores, de suplantar as barreiras passando por nossas fissuras socio-econômico-diplomáticas e de se potencializar por trás de novas variantes. Conforme diz o ditado: “Brasil não é para principiante”, muito mais se tratando de um vírus. Olha, é de arrepiar o cabelo lá de baixo, mas tem “gente” que defende que essa história de pandemia é um golpe (mentira mundial) dos comunistas.

O número de mortes já ultrapassou o limite do bom senso; no entanto, mostra-se incapaz de sensibilizar muita gente boa. Talvez por conta do prolongado combate, só há alguma sensibilização com relação à matança quando a roleta russa derruba o companheiro que ombreia lado-a-lado. Só assim, leva-se um susto momentâneo e vida que segue, exceto para alguns tantos desafortunados e seus combalidos familiares.

Nesse vale-tudo, o Governo Federal tentou omitir ou desdizer os números fatídicos, ordem e contraordem imperam, há “queda-de-braço” por conta de fórmulas ditas “milagrosas”, maus exemplos da autoridade viraram regra e depois de demonizar o quanto pode a vacinação, foi obrigado a se  ajoelhar, apresentando agora planilhas de vacinas fantasiosas. Pra atar a boca do saco, made in Brazil, até um General oriundo do serviço de Intendência se tornou Ministro da Saúde; ao que tudo indica a razão maior, por ser um “cabra da peste” com perfil alinhado (um manda e o outro obedece). É execrável, porém acontece de surgir um ou outro militar mercenário e bajulador; mesmo estes raros – “fora da curva” – é bom se cuidarem para não serem usados pelo “cafetão” como boi de piranha.

O fato é que essa sangria tem que ser estancada e – já que tem uma galera fazendo cartinhas, panelaços e sinal amarelo – eis mais uma missiva com minha suave declaração de amor ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil… CHEGA de frescura e mimimi porra (palavras presidenciais que estou a plagiar). Já que se diz ser tão atleta, macho e “imbrochável” assim, vá visitar uma UTI COVID e veja com os próprios olhos o sofrimento das pessoas acometidas da gripezinha; não fica de sacanagem e caia na real, marica! (outro plágio, de quem, para quem?) Foi mal, conforme o destinatário almejado, ajusta-se o linguajar para melhor compreensão.

Se eu pudesse, sugeriria apenas UMA COISA que a ampla maioria dos(as) brasileiros(as) clamam e é o mínimo a se esperar de um Presidente: tenha responsabilidade e respeito! A coisa não é fácil; no entanto, o problema se agrava por termos uma autoridade que está se esforçando ao máximo para tornar a situação, ainda, mais difícil.

 

“Eles não podem atingir nem um elefante desta distânc…”

– Gen SEDGWICK (suas últimas palavras enquanto observava as linhas inimigas na Batalha de Spotsylvania)

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