SW Caxias do Sul – 2022

Gratidão!

Vou iniciar este artigo com uma provocação: descreva o sabor da goiaba. É sério, se esforça aí! A cor amarelo/esverdeada por fora e rosa por dentro (não é sabor!) … na língua aquela textura característica dos carocinhos (não é sabor!) … o bicho da goiaba (não é sabor!). Quer saber, não adianta, só tem um jeito … você mesmo morder e saborear. Guarda esta “goiaba” na manga!

Pleno início da noite (22 Julho) de uma linda sexta-feira encontrava-me na CONEXO num desafio de 54 horas, para me juntar a uma galera que nunca tinha visto na vida com o propósito de desenhar uma ideia de startup. Pensei comigo mesmo: “cara isto tem tudo para dar errado”. Logo no primeiro dia fui inserido num time cujo tema a ser trabalhado não era exatamente o que planejava (já comecei pivotando), aliás sequer sabia direito do que se tratava um tal de NFT. A elegida líder do grupo soltou em tom de brincadeira: “apareçam aqui amanhã sabendo tudo de NFT”, cujo significado eu havia entendido como sendo Non Funding Token. Chegando em casa pra lá das onze, fui fazer o dever de casa – já que não sou bobo – e descobri ter me enganado quanto ao termo: NFT (Non-Fungible Token). Nossa … o que é fungível? A situação só piorava e recorri ao YouTube, assistindo a uns quatro vídeos de 15 min cada. Ufa … ao final dos vídeos, fiquei ainda mais confuso 😉 . Como se tem coragem de monetizar isso? Como se implementa? Resumindo, aquela noite agitada não foi bem dormida!

Poderia detalhar as várias etapas percorridas na empreitada; porém surpreendentemente o fluxo não se mostrou como o mais relevante. O trabalho era uma roupagem – SIM importantíssimo -, mas a essência do evento residia nas pessoas (networking “na rua” e nos corredores). Foram tão especiais, desde o facilitador, os mentores, os colaboradores, os participantes, os jurados dos pitches e a pessoa na guarita – atrás do vidro fumê – que abria o portão. Impossível falar de todos, por isso vou escolher uma pessoa. A colaboradora Mírian Souza marcou-me pela habilidade de arrancar de mim, seguidas e seguidas vezes, uma só frase: “obrigado pelo acolhida!” Vejo-me obrigado a errar na contagem, a Milene Rostirolla (Mir) que de tanta emoção e energia positiva brotava amor pelos olhos. E o facilitador Vaime Junior que teve sua árdua missão facilitada por “orquestrar” uma equipe de “músicos” com ouvido absoluto. O pessoal da organização – como um todo – foi incrível!

Agora a cereja do bolo; ainda não é o momento da goiaba! Fiquei fascinado por uma persona altiva, de passos determinados, um olhar sempre inquieto e que se comunicava com as mãos. O seu nome é Luiza (integrante da equipe vencedora TexAcess – parabéns!) e me passou uma lição de vida para todo sempre. Tive que reavaliar minha dificuldade de comunicação e sair da zona de conforto, se ela consegue com tamanha maestria … ei de conseguir! Senti-me impulsionado, quando o espaço foi aberto, a encarar o microfone para externar minha gratidão.

Enfim, não fui contemplado em relação ao conhecimento que gostaria de aprofundar, em compensação ganhei muito mais em termos de valores essenciais: respeito, inclusão e superação. Nosso time então, agradeço a atenção e a enorme paciência. A vibração dessa geração que já nasceu conectada é bastante diferenciada. Agora para descompliCAR … quer saber o que é @swcaxiasdosul? techstars_StartupWeekend?

Mete a cara, dê uma mordida gulosa e saboreie a experiência. Caso goste e seja impactado, pode até repetir para melhor compreender o processo construtivo de uma startup. Como nem tudo se aprende (tenho meu lado rebelde) e sabendo ser a caminhada um constante perde e ganha (ambos – sempre relativos); vou findar nossa prosa correndo o risco que me atirem o tênis ou goiabas, É ISTO:

“O que é realmente necessário em uma empresa que presta serviços são pessoas que gostem de pessoas”.

  • Frank Petro – Consultor de Empresas Americano

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