Temporada de caça – aberta

Tenhamos fé!

Se aprochega o grande momento das eleições e, salvo os otimistas de plantão, as alternativas existentes não sugerem mudanças significativas no fronte. Temos aí a atual situação insossa, “emparelhada” com nomes, tais como: Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e outros tupiniquins com menor potencial de votos.

A questão principal talvez não seja o rosto estampado no quadro postado nas repartições públicas, mas o real poder de atuação da autoridade no “Estado” de coisas. É muito interessante a leitura que hoje se depreende dos três poderes nacionais no Brasil. O Executivo sonha com a vitaliciedade no trono dos togados do Poder Judiciário, trapaceia o Congresso Nacional com as Medidas Provisórias (MP) e tem o PGR no cabresto; o Legislativo atravanca sobre os cofres (emendas) do Poder Executivo, pratica a política escrachada e guarda debaixo do travesseiro a arma do impeachment; e o Judiciário interpreta ao bel-prazer, do dragão de onze cabeças, a Carta Magna cunhada no Poder Legislativo e, ainda, o STF age com escárnio à opinião pública, já que independe disto. Então, não existe cada um no seu quadrado e, consequentemente, a governabilidade torna-se um caos.

Fora este intrigado e bagunçado jogo de poder, há ainda a “bendita” polarização. Estamos na mão de 40% dos brasileiros votantes. Deixe-me explicar o revelador “Mario’s Pesquisa Eleitoral” (registro BR-f*d&!/2026), esquerda ou direita façam o que quiserem, cada parte já dispõe garantido de 30% dos votos. Restam? Não temos mais voto de cabresto, agora temos voto de devotos(opens in new tab). A doutrinação ideológica tornou-se muito mais poderosa que qualquer ponderação racional. Você já sabe, o “amor” (a tara pelo político de estimação) é cego!

O forte da propaganda eleitoral vai começar. Os dossiês repletos de “gostosuras” estão crescendo e tomando forma nos fornos da mediocridade. As fornadas serão focadas na destruição – dedo no olho – dos candidatos adversários, nada de audaciosos planos de desenvolvimento estadista (trabalho em vão) pra tornar o nosso Brasil melhor. Costumo brincar que não nos interessamos – povo brasileiro – em ler sequer o próprio nome completo, quiçá propostas de governo que viram em nada. É muitíssimo melhor sentar para assistir ao vale-tudo dos debates; por vezes, com direito a “cadeiradas” e não esqueça do saco de pipoca. Mas não se fruste, por covardia … os protagonistas que não são bobos (na verdade, são sem moral mesmo), só vão dar as caras nos capítulos finais.

Sinto muito … pareço pouco esperançoso. Mas o ringue anda desequilibrado (6 x 4) por conta do fanatismo, o qual dispensa o adjetivo pleonástico cego. O menor percentual (40%) se pulveriza. Mas sabe-se lá (tenhamos fé): em terra brasilis de cegos de caráter e moral, quem tem um olho – mesmo vesgo[1] – pode acertar o alvo e vir a ser rei 🃏, apesar do jogo de cartas marcadas.

Pense antes de acreditar! Confirme antes de votar!

 

Registro de provocações nas entrelinhas, mordiscando bem miudinho pra ninguém se zangar:

[1]
Veja bem, político está sempre em cima do muro e em tempo de campanha eleitoral então … de jeito nenhum vão firmar a mira para não perder sequer um voto. Pode crer que depois desta fase, a dentadura escancarada e reluzente do Caiado, há de sumir. Não há transparência, só interessa o que for conveniente em prol da urna.


“Política fechada, redes radicais e renovação cada vez mais difícil.”

vídeo WW Especial(opens in new tab)

1 comentário

  1. Mario Câmara em 10 de setembro de 2026 às 09:28

    Diante da situação no STF, a figura do dragão mitológico de onze cabeças (licença poética) está dando margem a imaginação. A cabeça central é o Fachin de olhos vendados, mais perdido que cego em tiroteio. De um lado a primeira turma, na ponta – é claro – o Alexandre de Moraes; lembrando que das onze, uma cabeça anda decepada. A segunda turma (lado B), também não é flor que se cheire, mas existe o André Mendonça, arquirrival declarado do Moraes. Esta instituição abissal se arrasta numa rodovia esburacada (corrupção) e a beira da estrada, numa barraquinha, está o Vorcaro; servindo a “maçã proibida” na boquinha das cabeças: Toffoli e Moraes.

    Bem, os ilustres ministros da corte – em evidência – não são os únicos interesseiramente bajulados. A lista é extensa trespassando os poderes, mas não seria lisonjeiro tentar listar, pois indubitavelmente ficariam autoridades públicas de fora. Fato é que as regalias (“contratinhos”, whisky, charuto, passeio de jatinho, dizem até GP) só pros caciques, ao adentrarem no “barraco”, é coisa fina. A Polícia Federal cercou a “boca de fome” (Banco_Ma$ter) dos figurões e, salvo ingênuos na arapuca, parece que o próprio diretor-geral e o PGR foram pegos com a boca na botija.

    Que coisa linda! Com certeza, merecemos o seriado completo “dark herd of horses”, em prosseguimento ao “Dark Horse”. Só podridão!

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