Temporada de caça – aberta

Tenhamos fé!

Se aprochega o grande momento das eleições e, salvo os otimistas de plantão, as alternativas existentes não sugerem mudanças significativas no fronte. Temos aí a atual situação insossa, “emparelhada” com nomes, tais como: Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e outros tupiniquins com menor potencial de votos.

A questão principal talvez não seja o rosto estampado no quadro postado nas repartições públicas, mas o real poder de atuação da autoridade no “Estado” de coisas. É muito interessante a leitura que hoje se depreende dos três poderes nacionais no Brasil. O Executivo sonha com a longevidade no trono dos togados do Poder Judiciário; o Legislativo almeja os cofres do Poder Executivo; e o Judiciário interpreta ao bel-prazer, do dragão de onze cabeças, a Carta Magna cunhada no Poder Legislativo. Então, não existe cada um no seu quadrado e, consequentemente, a governabilidade torna-se um caos.

Fora este intrigado e bagunçado jogo de poder, há ainda a “bendita” polarização. Estamos na mão de 40% dos brasileiros votantes. Deixe-me explicar, esquerda ou direita façam o que quiserem, cada parte já dispõe garantido de 30% dos votos. Não temos mais voto de cabresto, agora temos voto de devotos. A doutrinação ideológica tornou-se muito mais poderosa que qualquer ponderação racional. Você já sabe, o “amor” (a tara pelo político de estimação) é cego!

O forte da propaganda eleitoral vai começar. Os dossiês repletos de “gostosuras” estão crescendo e tomando forma nos fornos da mediocridade. As fornadas serão focadas na destruição – dedo no olho – dos candidatos adversários, nada de audaciosos planos de desenvolvimento estadista (trabalho em vão) pra tornar o nosso Brasil melhor. Costumo brincar que não nos interessamos – povo brasileiro – em ler sequer o próprio nome completo, quiçá propostas de governo que viram em nada. É muitíssimo melhor sentar para assistir ao vale-tudo dos debates; por vezes, com direito a “cadeiradas” e saco de pipoca.

Sinto muito … pareço pouco esperançoso. Mas o ringue anda desequilibrado (6 x 4) por conta do fanatismo, o qual dispensa o adjetivo pleonástico cego. Mas sabe-se lá (tenhamos fé): em terra brasilis de cegos de caráter, quem tem um olho – mesmo vesgo – pode acertar o alvo e vir a ser rei.

 



“Política fechada, redes radicais e renovação cada vez mais difícil.”

vídeo WW Especial

Deixe um Comentário