Brasilidade

Meu Brasil brasileiro … chega de falcatrua!

Este tópico é muito rico e diverso, tal como seus alvos. Adoro ver quando tentam traçar as características do povo brasileiro e, não tem jeito, dão de cara no chão. O brasilzão intensamente miscigenado não tem DNA que o caracterize, agravado pelo território continental que faz brotar traços culturais regionais (música, arte, costumes, etc), hábitos alimentares diversos e o sotaque ímpar de cada localidade.

Mas ao invés de tentar o impossível que é acolherar as diversidades, vamos elencar uma ou outra uniformidade. Uma prática comum do nosso povo desde a descoberta – não isento os demais povos desta sina – é o favorecimento pessoal. Deixe-me explicar melhor falcatrua: “quem parte e reparte, e fica com a menor parte, ou é tolo ou não sabe da arte”. Como não há tolinhos no poder, a cartilha na real diz assim: fica-se com a maior parte e todos os demais beneficiados na partilha do bolo (rolo), ficam com os rabinhos presos.

O rolo do Banco Master trata-se de uma obra-prima brasileira; este sim, meritório de um filme hollywoodiano. O fato é que todo mundo quer tirar um naco e, pelo visto, o “bolo festivo” servido na Praça dos Três Poderes, deve ser muitíssimo “saboroso”. Haja conexões para acorrentar pelos bolsos R$ 52 Bi de rombo no FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Porém as dádivas de favores nem sempre são assim, tão esculachadas. A cada quatro anos, as vésperas das eleições governamentais, aparece um bom velhinho (“papai noel”) extemporâneo. O que achei interessante foi a perspicácia do “Taxad” de abandonar o barco na hora “H”, por reconhecer que não teria estômago para o que estaria por vir: fim da taxa das blusinhas, jetom do Bolsa Família, Farmácia Popular, Gás do Povo, Minha Casa – Minha Vida, desoneração do diesel, liberação do FGTS, isenção do IR, Nova Indústria Brasil e o Brasil Soberano. E não adianta ficar revoltadinho, pois o “mito” Bolsonaro fez exatamente o mesmo. Sei … não convém lembrar da redução de impostos cobrados sobre combustíveis em 2022, dentre outros subterfúgios eleitorais. O voto de cabresto pode ser menos escandaloso e agressivo, mas os coronéis de sempre estão à espreita com as “coxinhas de mortandela”.

Pra desfecho desta nossa prosa, quanto bafafá está dando esta história de jornada de trabalho, seja lá qual for o placar: 6×1 ou 5×2. Utopicamente, teria que ser um ganha-ganha pra todas as partes. Se o objetivo for dar maior folga pro trabalhador, vamos assumir “supostamente” bem-intencionado; há de ter também uma “folga” pro empregador, rebaixando o salário mínimo para compensar os recobrimentos de turno. No entanto, no frigir dos ovos, o que interessa e vai vigorar: qual favorecimento reverte em maior número de votos na urna?

Qual é o cerne da questão? Brasileiro sabe fazer uma falcatrua “saborosa” e todos aquinhoados com uma fatia querem repetir a servida e se lambuzar mais. Sugestão, em nome da moralidade, alterem para cinco anos de mandato e sem direito à reeleição. Sim, também os congressistas se agarram – com unhas e dentes – às “merendas” (opa … emendas parlamentares), como valiosa moeda de barganha para garantir a réplica do próprio mandato. Nesta feita, deixarei em paz o STF, já que o “Messias” não deu as caras. Enfim, uma coisa certamente nos caracteriza classicamente: brasileiro é tão bonzinho!

 


 


“Irmão, irmãozinho … ou você honra a pessoa certa, ou a pessoa errada vai acabar com a sua honra.”

2 comentários

  1. Mario Câmara em 21 de maio de 2026 às 09:25

    Tem outra novela boa e galã de cinema aparecendo no fronte. Quem não se agradar com Daniel Vorcaro, pode sintonizar no canal REFIT, estrelando Ricardo Magro.

  2. Mario Câmara em 19 de maio de 2026 às 12:29

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