Imbrochável

Afinal: “tchutchuca” e/ou imbrochável?

Gosto de presenciar a justeza e beleza decorrente da colheita, como a mais límpida consequência daquilo que se planta, caso Deus assim queira. É interessante olhar pra trás e relembrar a ojeriza da esquerda radical a duas datas cívicas: (i) 31 de março; e (ii) 7 de setembro. A primeira data dispensa comentários e sabe-se dos esbravejos golpistas de sempre; já a segunda data nunca representou e nem representará uma data a ser celebrada por alguns, salvo no ato de balbúrdia do Grito dos Excluídos ao final. Imagina o fetiche às avessas … exaltarem tanque-de-guerra e desfile de tropa militar na rua. Patriotismo nunca foi o forte da turma “canhota”. Agora, não adianta reclamarem do fato da situação ter se adonado das cores da bandeira, uma vez terem, seguidamente,  a rechaçado pelo encarnado.

Bem, o inesperado aconteceu nesta data. A duras penas o presidente aprendeu – alguma coisa – com relação ao vexame do ano passado e conseguiu calibrar o tom (ajustar os tiros de artilharia). “Calibrou”, mais ou menos, pois tem de esperar para avaliar os efeitos colaterais?! Pelo menos, desta vez, parece que não será necessário uma cartinha do Temer e nem colocar o rabinho entre as pernas. Eu diria que o movimento gerou um xeque-não-mate que, caso não tenha equilibrado o jogo, bagunçou o tabuleiro; a ponto de se fazer uma dobradinha da data comemorativa ao Bicentenário da Independência (7 e 8 Set 2022).

Outras coisas … me chamaram a atenção. Triste constatar a interrupção momentânea da transmissão do desfile cívico por conta do coro inflamado e ofensivo à emissora líder de audiência que prestava a cobertura ao evento. A propagada e tosca alusão a morte do jornalismo profissional, conforme bradado, é venenosa e nociva a todos nós; no entanto, encontra aderência e propriedade ao se constatar um jornalismo que prega notícias tendenciosas e “profissionais” que se prestam ao papel de cabos eleitorais incondicionais. Em contraponto, vergonhosamente, também tive a infelicidade de assistir um militar oficial-superior – fardado – pendurado no parapeito do palanque para fazer um filmete presidencial.

Que país é este? Parece não importar seja ladrão e/ou sem noção (brio ou moral); de onde brota nossa vocação nacional de idolatrar autoridades populistas/carismáticas? É puro fanatismo morrer de amores pelo mandato da Dilma, negar a roubalheira do Lula ou se recusar a enxergar o mau caráter do Bolsonaro. Esse período de trevas não se deve, exclusivamente, aos deploráveis Presidentes; minha aposta aponta para a conjuntura política completamente apodrecida, contaminando até o STF.

Pra fechar o pacote de baixaria, parabéns ao nosso digníssimo representante maior da República Federativa do Brasil que desta vez, por milagre, não atirou no pé; mirou numa outra parte do próprio corpo. Não me importa o grau de irrigação sanguínea do pênis presidencial, talvez seja uma tremenda propaganda enganosa que só diga respeito a pobre da “princesa”; mas fato é que este “minto” se mostra um caga-pau fenomenal … isto é inegável!

Quem fala o que quer, está sujeito a ouvir o que não quer…

 

 

  • 200 anos antes éramos muito melodramáticos: “independência ou morte?”
  • Evoluímos … hoje somos mais pragmáticos: “brocha ou não brocha?”

1 comentário

  1. Mario Câmara em 10 de setembro de 2022 às 10:40

    Lixo é lixo!

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